sexta-feira, 27 de novembro de 2015

No futuro Marte terá os seus próprios anéis

'' se você estivesse em pé na superfície de Marte, poderia pegar uma cadeira de jardim e assistir fobos se esfarelando e se espalhando em um grande círculo'' disse Bejamim Black. 





Em um futuro não muito distante, evidências indicam que o planeta vermelho terá seu próprio sistema de anéis, e isso deve acontecer quando Fobos, a maior das duas luas marcianas, for destruída. A destruição não sera provocada por nenhuma estrela da morte, mas por Marte mesmo. Por ter menos de 22 quilômetros e estar apenas 6 mi quilômetros da superfície marciana, Fobos não está resistindo à forte força gravitacional de seu planeta.
A força é tão intensa que, todos os dias, a orbita da lua perde vários centímetros de sua altitude- a cada século os astros ficam dois metrôs mais próximos. Cientistas já sabiam que,eventualmente o satélite natural não iria aguentar o tranco. A dúvida é se ele iria despencar inteiro em Marte como um grande asteroide ou se, antes disso, iria se despedaçar. Os pesquisadores consideraram o segundo cenário como o mais provável, principalmente devido as compridas listas já visíveis na superfície de Fobos. Essas cicatrizes parecidas com estrias seriam um resultado direto justamente do processo de destruição em andamento: as forças da maré estão corrompendo  a estrutura interna da lua.

Imagem de Fobos principal lua de Marte, mas parecida com um asteroide

Um comunicado recente da NASA previu que a morte deve ocorrer dentro de 30 a 50 milhões de anos. Bejamim Black, cientista planetário da universidade da Califórnia em Berkeley e um dos autores do estudo, fez uma estimativa um pouco menos conservadora  de 20 a 40 milhões de anos . De qualquer forma falta muito tempo. Mas quando os pedaços mas fracos começarem a se desfazer, 
será um show e tanto.
Os cálculos levaram em consideração a densidade e a resistência da lua e compararam esses dados a modelos usados para estimar as resistências das rochas. O resultado aponta que,uma vez formados, os anéis devem permanecer em orbita durante um período de 1 milhão a 100 milhões de anos. Depois disso, os fragmentos da lua vão reentrar na atmosfera marciana. O mais interessante é que os cientistas acreditam que esse processo de ''morte lunar'' tenha sido extremamento comum no inicio do sistema solar, e agora eles tem chance de estuda-los desde o princípio. Hoje mesmo eles podem estar acontecendo em outros lugares, como em Tritão, um dos satélites naturais de Netuno. É provável que até mesmo o invejado Saturno tenha conseguido seus anéis no passado desse mesmo jeito - à custa de suas luas.


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